27
de
fevereiro
Estrofe da quimera Cervo-Cavalo
Essa é a história de um homem-quimera.
Mas não um homem nem quimera qualquer.
E sim do Cervo-Cavalo que aqui nascera
Ensinando ao homem, a sensatez do seu ser.
Escolhera ser Cervo pela sua natureza atenta
Até aflita, mas sempre certa e segura.
E o Cavalo, por sua gentileza nunca isenta,
Que persevera ante qualquer dureza ou agrura.
A sensatez é o amor condicionado, é o prazer bem medido, é a decidida decisão de conservar o prazer para desfrutá-lo um pouco a cada dia.
Um dia, você se definiu como sensato; e foi sua melhor definição. Foi a sua certeza incerta, sua total falta de direção, sem querer querendo, que despertou amizade, companheirismo, paixão.
Não só a mim, nem só aos teus amigos tão somente, mas a todos aqueles que a vida esbarra em você.
Foi sua generosidade eqüina e tua certeza de cervo que te tornaram tão indispensável para aqueles que te cercam.
São animais furtivos, mas de uma preciosidade que transborda o olhar; é assim que te vejo, meio cervo, meio cavalo, meio perfeito, meio defeito, mas de natureza constante, certa, “invacilante”.
É um privilégio ter te conhecido esse pouco muito, fugaz e intenso, pra agora ou depois, mas amigo pra sempre.
Feliz daquele que arrebata a quimera cervo-cavalo, pois seu coração de ouro vale mais do que qualquer tesouro. E feliz da quimera arrebatada, que dá seu homem-ser humano àquele rarocompassivo, sem remota duvida de engano.

